terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Minha Melhor Amiga


A: Ei ei! Espere! O que está tentando fazer? Está maluca?
B: Ninguém se importaria.
A: Você tem certeza?
B: Sim, ninguém me enxerga, me ouve, me sente.
A: Você lembra que disse isso dois anos atrás?
B (em lágrimas): Sim, mas agora é sério —
A: Você disse a mesma frase, mas segurava uma faca bem afiada perto do pulso. Eu lembro bem, você sabia que se cortasse na horizontal bem fraquinho só iria arrancar sangue e deixar muita gente preocupada.
B (gritando): Eu sei! Mas agora tô falando sério. Vou pular!
A: Ok, vá em frente. Só fique sabendo que vou sentir sua falta. E que irei lembrar sempre de quando nos conhecemos. Tínhamos cinco anos, você se lembra? Desde aquele dia não nos desgrudamos. Vou lembrar das nossas farras e de quando uma segurou na outra pra voltar pra casa depois de muitas doses de tequila. E quando gostamos do mesmo garoto, depois descobrimos que ele não valia a pena. Eu vou lembrar dos nossos maiores segredos, daquela vez que você “fugiu de casa” pra vir dormir na minha, mas minha casa é a três quarterões da sua. Bem, vou lembrar de tudo isso e muito mais. E vou pensar todos os dias o quanto você faz falta. Se você tá querendo chamar atenção, tenho certeza que você não irá falhar. Eu disse que te apoio em tudo que faça com prudência, isso não é prudente. Mas, vá em frente. Estou com você.
B (soluçando): Me ajuda sair daqui.
A (com lágrimas e um sorriso): É o que sempre faço.

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